Hélio Gomes Coelho Jr. participa de debate e lança obra sobre Direito do Trabalho na OAB Paraná
O advogado Hélio Gomes Coelho Júnior, sócio-fundador do escritório Gomes Coelho & Bordin, participou, no dia 26 de março, do Congresso de Direito do Trabalho, realizado na OAB Paraná. Na ocasião, integrou o Painel 5, dedicado ao tema “Novas Matrizes do Direito do Trabalho”.
Também participaram da discussão o desembargador Luiz Eduardo Gunther, do Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região (TRT-9), e a presidente da Comissão de Direito do Trabalho da OAB Paraná, Giovanna Lepre Sandri.
Durante sua exposição, Gomes Coelho analisou os desdobramentos da reforma trabalhista e o comportamento institucional após sua aprovação. Ao relembrar o período de transição legislativa, destacou que houve intensa produção interpretativa por parte de diferentes instituições. “Na vacância legislativa, todos palpitaram”, afirmou. Segundo ele, embora diversas controvérsias tenham sido levadas ao Supremo Tribunal Federal, o núcleo da reforma permanece preservado desde 2017.
O advogado também fez apontamentos sobre a dinâmica atual do Judiciário trabalhista, ressaltando que sua estrutura é onerosa e que a maioria dos litígios sequer deveria a ela chegar, devendo ser resolvidos em ambiente extrajudicial. Isso permitiria que a Justiça do Trabalho atuasse sem morosidade, solucionando as demandas com maior celeridade. Advertiu, ainda, que a justiça telepresencial não trouxe melhorias e acabou por distanciar o jurisdicionado.
Ao tratar da atuação profissional, registrou que, desde 2017, com a reforma trabalhista, o mercado já conta com uma nova geração de advogados formada sob essas “novas matrizes”. Dirigindo-se às gerações anteriores, recomendou que sigam os ensinamentos de Eduardo Couture: estudar, pensar e trabalhar o novo Direito do Trabalho, deixando à academia o debate e o saudosismo pré-reforma.
Já o desembargador Luiz Eduardo Gunther, coautor da obra, concentrou sua análise nas transformações estruturais do mundo do trabalho diante do avanço tecnológico. Segundo ele, a inteligência artificial deve alterar profundamente as relações laborais, acelerando a substituição de determinadas atividades e impondo novos desafios regulatórios. Ao tratar do uso de algoritmos, destacou que, embora muitas decisões sejam atribuídas à tecnologia, há sempre uma construção humana por trás, o que pode implicar vieses e riscos de discriminação.
O magistrado também apontou que a economia do cuidado tende a ganhar protagonismo nos próximos anos, diante da centralidade do trabalho humano em atividades que não podem ser integralmente substituídas. Nesse cenário, defendeu o papel do Direito do Trabalho na construção de limites para o uso da tecnologia, de modo a preservar a centralidade da pessoa humana nas relações produtivas.
Lançamento de obra
Durante o congresso, foi realizado o lançamento da obra coletiva “Novas Matrizes do Direito do Trabalho no Século XXI”, coordenada por Hélio Gomes Coelho Júnior em conjunto com Luiz Eduardo Gunther.
A publicação reúne artigos de diversos autores e propõe uma reflexão sobre as transformações contemporâneas nas relações de trabalho, abordando desde os efeitos da reforma trabalhista até os desafios impostos pelas novas tecnologias e pelas mudanças na organização produtiva. O livro dialoga diretamente com os temas debatidos no evento e busca contribuir para a construção de novas perspectivas no campo trabalhista.
A obra está disponível para aquisição no site da Editora Mizuno






