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06/04/2026

Focus: projeção de IPCA 2026 passa de 4,17% para 4,31%, abaixo do teto da meta

A mediana do relatório Focus para o IPCA de 2026 subiu pela terceira semana consecutiva, passando de 4,17% para 4,31%, em meio às incertezas provocadas pelo conflito no Oriente Médio, que impulsionou os preços do petróleo no mercado internacional.

A taxa está 0,19 ponto percentual abaixo do teto da meta, de 4,50%. Há um mês, a projeção era de 3,91%. Considerando apenas as 71 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana avançou de 4,21% para 4,47%, próxima ao limite superior da meta perseguida pelo Banco Central.

A projeção para o IPCA de 2027 subiu de 3,80% para 3,84%. Um mês antes, era de 3,79%. Considerando apenas as 69 estimativas mais recentes, o índice passou de 3,81% para 3,93%.

Meta de inflação

O Banco Central projeta que o IPCA deve encerrar 2026 em 3,9% e atingir 3,3% no terceiro trimestre de 2027, considerado o horizonte relevante da política monetária.

A partir de 2025, a meta de inflação passou a ser contínua, com base no IPCA acumulado em 12 meses. O centro da meta é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Caso a inflação permaneça fora desse intervalo por seis meses consecutivos, considera-se que o Banco Central não atingiu o objetivo.

No relatório divulgado nesta segunda-feira (30), a mediana para o IPCA de 2028 avançou de 3,52% para 3,57%, registrando a segunda alta seguida. Um mês antes, era de 3,50%. Já a estimativa para 2029 permaneceu em 3,50% pela 30ª semana consecutiva.

Selic

A mediana do relatório Focus para a taxa Selic ao final de 2026 permaneceu em 12,50%, após três semanas de alta, em meio à revisão das expectativas do mercado diante do cenário internacional e da alta do petróleo.

Considerando apenas as 81 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a projeção também se manteve em 12,50%.

Na última reunião, realizada em 18 de março, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, de 15% para 14,75%, marcando o primeiro corte em quase dois anos. Ainda assim, o colegiado alertou para o aumento das incertezas no cenário econômico.

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, destacou a baixa previsibilidade do cenário e afirmou que a postura mais conservadora da autoridade monetária em 2025 permite maior avaliação dos impactos da alta do petróleo sobre a inflação.

A projeção para a Selic ao final de 2027 permaneceu em 10,50%. Para 2028, a estimativa segue em 10,0%, enquanto para 2029 subiu de 9,50% para 9,75%.

Dólar

A mediana do relatório Focus para o dólar ao final de 2026 permaneceu em R$ 5,40 pela segunda semana consecutiva. Um mês antes, estava em R$ 5,42.

Para 2027, a estimativa seguiu em R$ 5,45. Já para 2028 e 2029, as projeções permanecem em R$ 5,50.

PIB

A mediana do relatório Focus para o crescimento do PIB brasileiro em 2026 variou de 1,84% para 1,85%. Um mês antes, era de 1,82%. Considerando apenas as 36 projeções mais recentes, a estimativa subiu de 1,85% para 1,91%.

O crescimento projetado pelo mercado segue acima da previsão do Banco Central, que, no Relatório de Política Monetária do primeiro trimestre, manteve a estimativa de alta de 1,6% para o PIB em 2026.

Para 2027, a projeção permaneceu em 1,80% pela 13ª semana consecutiva.

Fonte: InfoMoney

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