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31/07/2020

APESAR DO FECHAMENTO DE 1,19 MILHÃO DE VAGAS DE TRABALHO, SECRETÁRIO VÊ DADOS QUE INDICAM RETOMADA DA ECONOMIA

A economia brasileira fechou 1,19 milhão de vagas de trabalho com carteira assinada no primeiro semestre de 2020, informou nesta terça-feira (28) o Ministério da Economia. Os números fazem parte do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

De acordo com o secretário de Trabalho do Ministério da Economia, Bruno Dalcolmo, esse é o pior resultado para o primeiro semestre desde 1992, início da série histórica do Caged. “E é natural que isso aconteça também. É a maior crise da história do país, com os respectivos impactos em termos de mercado de trabalho”, disse.

O saldo é a diferença entre as contratações e a demissões. No semestre foram registrados 7,9 milhões de desligamentos e 6,7 milhões de novas admissões.

No mesmo período de 2019, o saldo havia sido positivo. Na época, foram criadas 408 mil vagas, o melhor resultado desde 2014.

Considerando exclusivamente o mês de junho, foram fechadas 10,9 mil vagas de emprego formal. Em maio, haviam sido 350 mil. Em abril, pior mês do ano até aqui, foram fechadas 918 mil vagas.

O mercado de trabalho, assim como toda a economia, sofreu diretamente o impacto da pandemia do novo coronavírus. O alto risco de contágio em locais cheios ou fechados, assim como as medidas de isolamento social, tomadas de acordo com orientações de autoridades de saúde, diminuíram a circulação de pessoas e o consumo de diversos bens e serviços. Em grande parte dos estados, as medidas foram flexibilizadas nas últimas semanas.

Para o secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Bruno Bianco, os números de junho indicam uma retomada da economia no país.

“Eu posso trazer indícios claros que nós já iniciamos a retomada, que no mercado de trabalho ela é muito forte, e podemos surpreender o mundo, como o nosso ministro [Paulo Guedes] tem dito”, afirmou o secretário.

“Estamos comparando três meses na minha fala. Abril, menos 900 mil (vagas). Maio, menos 350 mil. Junho, menos 10 mil. Isso aproximadamente. Uma melhora muito significativa”, completou.

Perspectivas para os próximos meses

Em entrevista coletiva após a divulgação dos dados, a equipe econômica afirmou que a desaceleração do desemprego registrada em junho gera perspectivas “muito positivas” para os próximos meses.

Bianco atribuiu o resultado a ações tomadas pelo governo na pandemia para manutenção do emprego, como o Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda (Bem).

“São duas coisas fundamentais. A melhora da economia, de a gente começar a ver uma retomada, e a preservação de empregos causada pelos benefícios, especialmente o Bem, medidas de créditos. E mais um elemento fundamental, a prorrogação do Bem. As pessoas podem fazer mais 2 meses de suspensão e mais um mês de redução. Perspectivas muito positivas da economia nos próximos meses”, afirmou o secretário.

Por setor

O setor de serviços foi o que mais fechou vagas no primeiro semestre de 2020: 507.708 no total. Logo depois vem o setor de comércio, com 474.511 vagas a menos. A construção teve 32.092 vagas fechadas.

O setor da agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura foi o único com abertura de novos empregos formais. Foram 62.633 vagas criadas nos primeiro semestre.

Considerando apenas junho, o setor de serviços fechou 44,8 mil vagas. O comércio fechou 16,6 mil.

Em junho, a agropecuária abriu 36,8 mil novas vagas. A construção civil registrou saldo positivo de 17,2 mil novos postos de trabalho.

Por regiões

Veja o saldo de empregos formais no semestre por regiões:

  • Centro-Oeste: – 27,3 mil
  • Norte: – 27 mil
  • Sul: – 195,1 mil
  • Nordeste: – 258,8 mil
  • Sudeste: – 690,7 mil

Veja o saldo de empregos formais em junho por regiões:

  • Centro-Oeste: + 10 mil
  • Norte: + 6,5 mil
  • Sul: + 1,6 mil
  • Nordeste: – 1,3 mil
  • Sudeste: – 28,5 mil

Estados

Entre os estados, São Paulo teve o pior saldo do semestre, com 364.470 vagas fechadas. A segunda maior queda foi do Rio de Janeiro, com saldo negativo de 184.928 vagas.

Mato Grosso e Acre tiveram os melhores resultados no semestre, com 3.565 e 1.270 vagas criadas, respectivamente.

Fonte: G1

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